História da Atlântida – parte II
A Atlântida no mundo - ano 200 dFA
Do ano 1 a 500 dFA (depois da Fundação de Atlântida)
Os primeiros séculos da era convencional atlante presenciaram a ascensão do poder acadiano. Os fomoris foram conquistados, assim como toda a ilha de Ruta. Apesar de séculos de guerra intermitente, porém, não conseguiram dominar os tlavatlis, que eram o seu principal objetivo.
Nessa época, provavelmente, iniciou-se a ocupação e irrigação sistemática da fértil planície de Tala, perto de Atlântis, cujas colheitas já ajudavam a abastecer a grande metrópole de Babel. A cidade de Atlântis, importante base militar e porto de exportação de cereais, torna-se, nesse período, a residência do vice-rei acadiano da Atlântida e uma importante metrópole comercial. Gades (na antiga Ibéria), Daitya (na ilha do mesmo nome) e Cerne (na ilha de Tamana) também se tornaram importantes centros da civilização acadiana.
Nesse período, a maior parte da população helcariana tornou-se sedentária. Embora o nomadismo continuasse predominando no norte, haviam surgido campos cultivados e importantes cidades a oeste, sul e leste do mar de Helcar e nas ilhas costeiras do Oriente. Devido à mudança de estilo de vida e da mestiçagem e do intercâmbio cultural com outros povos, esses helcarianos sedentarizados tornaram-se tão diferentes de seus irmãos nômades em aparência e costumes que passaram a ser considerados como um outro povo, chamado mughal.
Os mughals criaram uma frouxa federação de repúblicas e principados semi-independentes, liderada pelo reino de Xia, com capital em Yangsheng. Apesar de continuarem a respeitar o santuário de Shamballa - que continuou sendo ocupado pelos líderes espirituais das tribos helcarianas -, a religião de Shamballa afastou-se do xamanismo dos nômades, tornando-se mais racional e elaborada.